O blog se destina a contar casos, cotidianos ou não, verídicos ou não, com bom humor ou não, da vida alheia. (ou não)

Júlio Kardinale
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Passado...




Domingo, Fevereiro 20, 2005
Que situação!

Estavam de mudança. Eram 9h da manhã e o marido lhe pergunta:

- Amor, já tirou tudo do armário? O cara vai chegar daqui a pouco para desmontá-lo, e não quero que você fique em cima da hora tirando um monte de tralha desse armário enquanto ele espera.
- Já tirei tudo. Já tá tudo dentro dos sacos e das malas. - ela responde.

O montador chega as 9:30h. O marido segue com ele até o quarto e mostra o armário a ser desmontado. Fica por ali enquanto ele desmonta e conversando amenidades.

Certo momento, o montador vai desaparafusar a parte de cima do armário e encontra um objeto. Meio sem jeito, pega o tal objeto, tenta fazer cara de paisagem e entrega ao dono da casa. O marido copia a mesma cara de paisagem do montador, pega o objeto e pensa rapidamente em alguma explicação.

Não que seja necessário dar algum tipo de explicação pro montador, mas encontrar um pênis de borracha de 16 cm no armário dos outros não é algo muito corriqueiro. Ele e a esposa ganharam num concurso promovido por um site erótico, que ambos participavam. Mas, se ele não explicar, por pior que seja, vai ficar a dúvida na cabeça do montador de quem usava aquilo, se era a mulher ou o marido. E o pior, mesmo se fosse a mulher (parte mais normal para usar este apetrecho), ela usaria porque o marido não estava dando conta do recado? É, começava a se fazer necessária uma explicação.

- Amor... - diz o marido para a esposa que estava na sala
- Que é?
- Vem aqui...
- Fala logo que eu tô ocupada!!! - (mulheres, sempre carinhosas...)
- Eu não te disse pra jogar fora esse presente que o viado do João deu no nosso aniversário de casamento??

Ela sem entender nada, chega na porta da sala e vê o marido segurando aquele brinquedinho que tantas vezes já foi sua diversão... Tenta o máximo que pode não arregalar os olhos de espanto por ter esquecido justamente aquilo dentro do armário, e finalmente entendendo a jogada, responde calmamente:

- Não joguei. Estou esperando o aniversário dele pra dar de presente de volta.

Por Renata Abrantes
em 5:32 PM
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Quinta-feira, Janeiro 27, 2005
A Aposta

Lembro-me de uma vez que tinha acabado de sair de um curso e fui pra uma lanchonete junto com alguns amigos, entre eles um cara muito astuto. Ficamos por lá durante algum tempo conversando e pedimos algo para comer.

Quase uma hora depois, estávamos já reparando em duas garotas de uma outra mesa, e analisando a possibilidade delas virem falar conosco. Várias idéias - algumas muito ruins - surgiram, mas não tentamos nenhuma delas por achar que nenhuma iria dar certo. Até que esse amigo astuto fala:

- Eu faço essas duas virem aqui na mesa falar com vocês.
- Tá brincando - disse um outro da mesa
- Não, tô falando sério. Vocês não querem que elas venham aqui? Eu vou lá, converso com elas e elas virão.
- Duvido que consiga.- disse o mais rico da turma
- Quer apostar comigo? - retrucou o astuto
- Te dou 20 reais se conseguir.
- Humm, isso é muito suspeito. Dá agora os 20, porque elas vão vir aqui, com certeza.
- Ahh, já saquei. Você conhece elas e tá de armação, né?
- Claro que não. Se eu conhecesse, elas já teriam me cumprimentado.
- Faz sentido, mas não sou burro. Vou te fazer um cheque de 20. Se ela vier, você saca. Se não vier, eu susto.
- Fechado. Faz o cheque.

O cheque de vinte reais foi feito e entregue pra ele. Ele pegou o cheque, se levantou e foi em direção ao bar, próximo onde elas estavam. Uma das garotas foi pedir algo no bar e vimos que ele puxou papo, sempre meio de costas pra nós. Em poucos minutos vimos ela rindo e eles conversando naturalmente.

- O que ele tá falando?
- Não faço a mínima idéia, mas parece que tá funcionando.
- Porra, o cara vai me tomar 20 contos mesmo...
- Ihh, olha só, ela tá vindo pra cá com a amiga dela... O cara conseguiu, não tô nem acreditando...

As garotas vieram até a mesa, mas o cara continuou lá no bar.

- Oi, tudo bom com vocês? - uma delas disse, sorridente
- Tudo bom, querem se sentar? - o que tinha dado o cheque perguntou, animadíssimo
- Não, obrigada. Só queria saber que história é essa de pagarem vinte reais pra gente vir aqui na mesa falar com vocês...

Uns riram muito (inclusive eu), enquanto que o mais rico lançou um olhar furioso pro cara que ainda permanecia no bar, com uma expressão sarcástica no rosto, triunfante...

Por Maurício Werk
em 3:49 AM
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Domingo, Janeiro 23, 2005
Sábado de Sol

Churrasco, cerveja e mulherada em volta. A dos outros, claro. Porque a minha tá sempre do lado, marcando duro. Conversa rolando nos mais variados e temáticos assuntos: política, futebol, banheiro de mulher, barzinho de homem e televisão. Quando o assunto chega na televisão, pode ter certeza que é porque não tem mais assunto disponível.

Daí toca a falar de Big Brother, Sílvio Santos e sua fortuna, Clodovil demitido via fax e quem tem a melhor programação no carnaval. Pobre coitado do Galvão. Eu particularmente gosto das narrações dele, mas agora tá todo mundo implicando com o coitado. Dizem que se narrar o carnaval, vai chover o tempo todo.

Nos churrascos de final de semana, podemos admirar coisas que só conseguimos saber que existem se tiver o tal do churrasco. Celulite daquela mulher que você sempre achou gostosa, no churrasco ela vai de bermudinha e você vê aqueles traços desfigurantes nas pernas. Aquela garotinha tímida do dia-a-dia, depois de 4 latinhas, vira a cantora de pagode mais desafinada do mundo, com direito a sambar desengonçada em volta das mesas. A tia encalhada do dono da festa fica te chamando pra você ajudar ela a pegar mais cervejas na cozinha, e quando você chega lá, fica falando como um homem faz falta na vida das mulheres e que ela sempre foi uma ótima mulher na cama, embora hoje não conseguisse mais demonstrar esse seu lado para ninguém. Agarrei um monte de latas e fui em direção a porta falando "Você ouviu também?" e continuei quase berrando "Já to indo meu bem...."

A carne era razoável, embora tivessem comprado pouca de cada coisa, o que não deu pra matar a fome. Quatro horas depois do início de tudo, já estávamos indo embora, pensando onde iríamos jantar, pois a fome continuava. Decidimos que um rodízio (de massas) seria a melhor opção.

Enfim, o churrasco foi um desastre. E olha que o Galvão não narrou nosso churrasco. Talvez por isso que fez sol o dia todo.

Por Júlio Kardinale
em 11:03 PM
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